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Iúna consolida reserva ambiental no centro da cidade

Trata-se da agora denominada Reserva Jovelino Nunes – às margens da Avenida Ferreira Valle.

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Por Jornal A Notícia, edição do dia 06072012
Publicado em 09/07/2012 as 09:30  •  atualizado há 1 segundo

Fruto de um trabalho iniciado em 2003, a área pública encravada no coração da cidade de Iúna escapou de ‘’virar’’ loteamento, um amontoado de construções irregulares, pasto para animais, pista de corrida ou erosões que já haviam lá se instalado. Trata-se da agora denominada Reserva Jovelino Nunes – às margens da Avenida Ferreira Valle, fruto da compreensão dos políticos ao longo do tempo e de um trabalho de amadurecimento de nossa cultura de preservação e continuidade das coisas que devem evoluir, não importa onde ou quem começou. São três reservas municipais, na elevação – morro, entre os Bairros Nossa Senhora da Penha – Pito, centro da cidade e Bairro Vila Nova.

O fato de a administração pública atual ter dado prioridade, desde o primeiro ano de mandato, à implantação da Reserva às margens da Avenida Ferreira Valle e depois no Bairro Vila Nova, demonstrou o acerto da decisão e a preocupação com as gerações futuras e os habitantes de nossa cidade de Iúna. Agora, a denominada Reserva municipal Jovelino Nunes, abraçam os Bairros do Pito, Nossa Senhora da Penha, Quilombo e Centro, e ainda proporciona  aos alunos da Escola Henrique Coutinho, o desafio permanente de valorizar o pedaço de Mata atlântica que ali vai se desenvolvendo. Chegando ao local – acesso pela Avenida Ferreira Valle,  visitantes ou pesquisadores irão perceber o cuidado permanente com a manutenção, incluindo o replantio de uma ou outra planta que tenha apresentado problemas.  Foram feitos ‘’aceiros’’ para conter as enxurradas. Já é possível vislumbrar, as várias etapas de vegetação primária, secundária e terciária. Pássaros e pequenos animais ali já encontram refúgio.

Pressão imobiliária na década de 1980
Com  a febre de construções ocorrida em Iúna a partir da década de 1980, a elevação que ainda abrigava um campo de aviação e o estádio municipal, chegou a ser retalhada por loteamentos – em áreas privadas, mas com pressão para a ocupação das áreas públicas, pois terrenos planos já haviam escasseado. Neste cenário, as áreas agora reservas municipais, assistiam o estreitamento de seus limites, sendo devorada por erosões – Vila Nova e queimadas constantes para manter o pasto de animais - Ferreira Valle, levando pânico com incêndios criminosos que chegavam ameaçar várias residências no centro da cidade.

Página virada? Ao que parece, sim. Cridas originalmente para serem Centro de Vivência em Educação Ambiental e Horto Florestal, estas metas continuam vivas e agora priorizadas definitivamente pelo Poder Público.  Desde o início desta caminhada, esteve integrado o MPES, orientando em todo o processo legal de criação das reservas e vigilante na preservação das áreas.

Prefeitura, Câmara Municipal e Sociedade: Preservar é preciso.
O caminho legal percorrido pelas áreas até então expostas à especulação imobiliária e abandono, teve início em 2003, quando por iniciativa da ex-vereadora Edenir Reis Pereira, foram apresentados os projetos de lei que depois seriam consubstanciadas nas leis municipais nº 1883, 1884 e 1885/2003 e a Lei nº 1945/2004. Em suas justificativas, a então vereadora argumentou que a área deveria ser preservada, recuperada e transformada em um Centro de Vivência em Educação Ambiental e Horto Florestal, visando as atuais e futuras gerações.

Com a prioridade dada pela atual administração, que promoveu um dia de plantio de mudas de quase uma centena de espécies diversas na encosta da Avenida Ferreira Valle – com estudantes das Escolas da cidade, a Vereadora Maria da Penha Barros Pereira, se debruçou sobre qual iunense seria homenageado, emprestando seu nome à Reserva. Lembrou-se de sua infância e juventude e depois, como vereadora na década de 1980, que sempre conviveu com um agricultor que enfrentou todos os desafios, para manter uma reserva de Mata Atlântica em sua propriedade próxima à Iúna. Era o Senhor Jovelino Nunes, um agricultor simples, sem instrução formal, mas que amava a vida e sua ‘’matinha’’ em sua propriedade e, sendo produtor de café, ninguém tocava ou podia desmatar naquele cantinho.

Surgiu então o Projeto de Lei nº 57/2011, depois transformado na Lei municipal nº  2392/2011, denominando a reserva municipal JOVELINO NUNES DE OLIVEIRA. Jovelino nasceu em Iúna, aos 14 de novembro de 1914. Era filho do ‘’Capitão Quincas Nunes’’, como era conhecido seu pai. Viveu 89 anos e foi o primeiro iunense a manter mais de 60 % de sua propriedade como reserva, com árvores e animais da Mata Atlântica, que encantava todos seus amigos e visitantes. Era católico fervoroso e doou toda a madeira para a construção da Igreja Matriz de Iúna.

Faleceu em 26 de julho de 2003, sendo nosso melhor exemplo de desenvolvimento sustentável.

Jornal A Notícia, edição do dia 06/07/2012

Fotos

Iúna consolida reserva ambiental no centro da cidade

Iúna consolida reserva ambiental no centro da cidade

https://iuna.es.gov.br/noticia/2012/07/iuna-consolida-reserva-ambiental-no-centro-da-cidade.html

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